O dissídio de Colhedor de Algodão 2024 já saiu. Veja aqui o salário mínimo, piso salarial e salário médio em todos os estados, capitais e principais cidades brasileiras de acordo com a convenção coletiva, acordo coletivo ou dissídio do sindicato de profissionais registrados em carteira com o CBO 622205 no cargo de Colhedor de Algodão.

Estado com maior salário médio

Mato Grosso do Sul

R$ 2.616,00

(últimos 12 meses)

Estado que mais contrata

Mato Grosso

624 admissões

(últimos 12 meses)

Cidade com maior salário médio

Campo Novo do Parecis - MT

R$ 2.240,24

Cidade que mais contrata

Campo Novo do Parecis - MT

130 admissões

Descrição sumária do cargo

O colaborador no cargo de Trabalhador da cultura de algodão trabalha no cultivo de algodão, preparando o solo, realizando semeadura, monitorando irrigação, executando poda, adubação e outros tratos culturais, identificando e controlando fungos, doenças e pragas, realizando colheita, fazendo tratamento inicial do algodão, realizando transporte, e efetuando armazenagem Participa no planejamento das atividades, auxiliando na definição da área de cultivo de algodão, das etapas de produção e do espaçamento do plantio.

Executa manutenção básica em instalações, ferramentas, máquinas, equipamentos e veículos agrícolas Cumpre procedimentos técnicos e normas regulamentadoras de saúde e segurança no trabalho, de prevenção contra incêndios e de preservação ambiental

O que faz um Colhedor de Algodão

O Trabalhador da cultura de algodão auxilia na definição da área de cultivo de algodão, no planejamento das etapas de produção e no estabelecimento do espaçamento do plantio Segue orientações para aplicar sistema de rotação de culturas, alternando o plantio de algodão com o de outras culturas, na sequência das safras.

Trabalha em sistemas tradicionais ou manuais, semimecanizados, ou mecanizados, fazendo uso, inclusive, de máquinas automatizadas.

Atua em plantio por sistema convencional ou por sistema de plantio direto Cerca a área de plantio.

Constrói curvas de nível Coleta amostras do solo, encaminhando-as para realização de análises laboratoriais.

Prepara e aplica fórmulas de adubação, correção e proteção do solo, conforme recomendado.

Prepara campos para cultivo de algodão, fazendo integração com canais e sistemas de irrigação, tais como aspersores e sistemas de captação de chuvas e de recursos hídricos locais Prepara o terreno, drenando, dessecando, arando, gradeando e descompactando o solo para semeadura e abertura de covas e sulcos.

Maneja restos culturais, como palhada e serragem.

Seleciona e trata sementes de algodão Testa germinação das sementes Distribui as sementes, manualmente – utilizando instrumental agrícola tradicional – ou operando máquina semeadeira.

Trata a cultura do algodão, capinando e adubando o solo, pulverizando adubo folhear e podando planta de algodão Monitora a irrigação Segue orientações sobre a dose e a época certa para aplicação de nutrientes.

Adota medidas para reduzir os efeitos das plantas daninhas, que interferem negativamente no crescimento e no desenvolvimento da lavoura Realiza tratamento, inclusive com produtos químicos, para controlar e, se possível, eliminar fungos, doenças – tais como tombamento, mancha branca e nematoide das lesões radiculares - e pragas do cultivo, como bicudos, lagartas, percevejos, entre outras.

Auxilia no planejamento de colheita, verificando o ponto de maturidade das fibras Pode pulverizar desfolhantes e maturadores, produtos utilizados para melhorar o desempenho das colheitadeiras na colheita do algodão, uma vez que provocam, respectivamente, a queda das folhas e a abertura dos frutos Executa a colheita do algodão, por meio da colheita manual ou colheita mecânica, colhendo os capulhos de algodão conforme procedimentos estabelecidos.

Pode realizar a colheita mecânica com colheitadeiras que já fazem os fardões do algodão colhido ou com colheitadeiras convencionais Esvazia o cesto cheio da colheitadeira convencional em um reboque, que transporta o algodão até uma prensa compactadora, para confeccionar os fardões do algodão Movimenta e transporta os fardões em um caminhão especial (transmódulo).

Pode executar tratamento inicial do algodão - oriundo da colheita manual ou mecânica -, realizando procedimentos de limpeza, separação do algodão segundo teor de impurezas e pesagem do algodão Pode trabalhar com híbridos (organismos geneticamente modificados) e variedades diferenciadas em geral, como algodão orgânico, algodão colorido natural e algodão agroecológico Zela pela limpeza, higiene e organização das áreas de armazenagem.

Constrói pequenas estruturas agrícolas, como coberturas e barreiras de proteção diversas, artificiais ou naturais Executa manutenção básica em instalações, veículos, ferramentas, máquinas e equipamentos agrícolas Realiza limpeza, lubrificação, regulagens, calibragem e pequenos reparos em máquinas, equipamentos e veículos Requisita serviços de manutenção corretiva para máquinas, equipamentos e veículos, ao identificar suas falhas de funcionamento Atua de acordo com programa de sustentabilidade ambiental, lavando, armazenando e encaminhando para reciclagem as embalagens vazias de defensivos agrícolas e insumos.

Trabalha com segurança, usando equipamentos de proteção individual – especialmente durante transporte e aplicação de defensivos agrícolas – e prevenindo acidentes.

Funções do Trabalhador da cultura de algodão

O profissional Colhedor de Algodão deve demonstrar competências pessoais, preparar solo, tratar culturas de plantas fibrosas, realizar atividades de colheita, realizar reparo e manutenção de máquinas e equipamentos, classificar fibras, plantar culturas de plantas fibrosas.

Condições de trabalho da profissão

Trabalhadores agrícolas na cultura de plantas fibrosas trabalham em propriedades agrícolas, como empregados ou por conta própria, sem supervisão, exceto para o trabalhador da cultura de algodão, que trabalha sob supervisão ocasional. Trabalham a céu aberto, durante o dia, organizados em equipe. No exercício de algumas atividades, estão sujeitos à exposição de materiais tóxicos.

Exigências do mercado de trabalho para a profissão

Atividades exercidas por um Trabalhador da cultura de algodão

Um Trabalhador da cultura de algodão deve abrir covas, tratar sementes de algodão, capinar solo, trabalhar em equipe, arar solo para plantio, corrigir solo, demonstrar agilidade motora, separar algodão segundo teor de impurezas, trocar rolamentos de máquinas, selecionar sementes de algodão, pulverizar adubo folhear, subsolar área, cercar área de plantio, fazer curva de nível, substituir plataforma de máquinas, espalhar sementes de algodão, testar germinação de sementes de algodão, armazenar fibras, revisar sistema hidráulico de máquinas (trator), trocar correias de máquinas, podar planta de algodão, demonstrar sensibilidade ao meio ambiente, enfardar algodão, verificar nível de água e óleo de máquinas, calibrar máquinas e equipamentos, pulverizar herbicida, pesar fibras, definir espaçamento de plantio, transportar colheita, replantar culturas e sementes, eliminar restos de cultura de algodão, recolher amostra de solo para análise, demonstrar resistência física, revisar sistema elétrico de máquinas (trator), trocar óleo de motor de máquinas e equipamentos, consorciar culturas, escolher capulho de algodão, colher capulho de algodão, preparar venenos, limpar máquinas e equipamentos, fechar covas, lubrificar máquinas e equipamentos, pulverizar inseticida, adubar solo, pulverizar produto para controle de crescimento de planta de algodão, auxiliar em planejamento de colheita, trocar lâmina de máquinas, demonstrar atenção no manuseio de máquinas.

Aumento do piso salarial e reajuste 2024 da categoria

O reajuste salarial 2024 para Colhedor de Algodão ficou em 4.40%, obedecendo os índices de inflação do INPC - Índice Nacional de Preços ao Consumidor no período de um ano, esse é o critério para estipular o piso salarial 2024 e o início das negociações salariais entre o sindicato dos trabalhadores no cargo de Colhedor de Algodão e os sindicatos patronais.

Em algumas localidades houve aumento real do salário, ou seja, acima do índice de correção salarial e acima até mesmo do reajuste médio da categoria dos Trabalhadores agrícolas na cultura de plantas fibrosas que ficou em 4.40% para 2024.

Uma observação importante é que nem sempre o aumento salarial do Colhedor de Algodão em 2024 está atrelado a acordos e convenções coletivas, o salário base pode ser estipulado de acordo com o salário mínimo 2024 ou o piso salarial mínimo regional se houver.

Reajuste e valor do vale refeição 2024

O reajuste médio do vale refeição 2024 para Colhedor de Algodão ficou em 5.40% de acordo com acordos coletivos, convenções coletivas e dissídios registrados no Sistema de Negociações Coletivas de Trabalho do SRT - Subsecretaria de Relações do Trabalho.

Com isso o valor médio do vale refeição para 2024 observado em instrumentos coletivos de todo Brasil ficou em R$ 24,00 por dia efetivamente trabalhado.

Como é feito o cálculo dos reajustes e pisos salariais dos Trabalhadores agrícolas na cultura de plantas fibrosas 2024

O salário de Colhedor de Algodão mostrado aqui é resultado do levantamento de 902 salários em admissões de empresas de todo o Brasil em 2024, além de dissídios, convenções e acordos coletivos da categoria em sindicatos nacionais ou regionais de Trabalhadores agrícolas na cultura de plantas fibrosas que foram registrados no sistema Mediador da Secretaria da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, que registra os instrumentos coletivos.

Encontre o seu estado logo abaixo e saiba quanto ganha um Colhedor de Algodão com salários atualizados em 2024. A ordem dos salários obedece a sigla dos estados em ordem alfabética. Confira:

Dissídio salarrial de Colhedor de Algodão CBO 622205 salário

Valor do salário na CCT 2024 de Colhedor de Algodão em todos os estados

Dados de dissídios coletivos para Colhedor de Algodão por estado
UF Jornada Piso Média Teto Sal/Hora Dissídio 2024 (%)
Mato Grosso 44h 1.887,88 1.961,04 2.767,48 8,91 5.10%
Bahia 44h 1.549,54 1.609,60 2.271,51 7,32 7.40%
Goiás 44h 1.582,46 1.643,79 2.319,76 7,47 5.30%
Rondônia 44h 1.606,59 1.668,86 2.355,14 7,65 6.20%
Amazonas 44h 1.319,98 1.371,14 1.935,00 6,23 5.90%
Minas Gerais 38h 1.296,93 1.347,20 1.901,21 7,09 8.30%
Mato Grosso do Sul 44h 2.518,39 2.616,00 3.691,78 11,89 5.00%

Fonte: Dados CAGED, PNAD e instrumentos coletivos registrados no sistema Mediador do Ministério do Trabalho e Emprego que mencionem a profissão de Colhedor de Algodão.

Dissídio de Colhedor de Algodão por cidade

Quanto ganha um Colhedor de Algodão nas principais cidades

Salários segundo dados do CAGED e instrumentos coletivos registrados que citem a profissão de Colhedor de Algodão na localidade
Cidade Carga Horária Piso Salarial Média Salarial Maior Salário Sal/Hora Dissídio 2024 (%)
Campo Novo do Parecis, MT 44 2.156,65 2.240,24 3.161,49 10,18 6.30%
Campos de Júlio, MT 44 1.656,26 1.720,45 2.427,95 7,82 5.20%
Primavera do Leste, MT 44 2.098,44 2.179,77 3.076,15 9,91 4.80%
Pedra Preta, MT 44 1.609,26 1.671,63 2.359,05 7,60 6.10%
Poxoreo, MT 44 1.790,20 1.859,59 2.624,30 8,45 5.40%
Nova Mutum, MT 44 2.051,71 2.131,23 3.007,65 9,69 4.10%
Riachão das Neves, BA 44 1.882,92 1.955,90 2.760,22 8,89 7.50%
Perolândia, GO 44 1.578,81 1.640,00 2.314,42 7,45 5.20%
Vilhena, RO 44 1.606,59 1.668,86 2.355,14 7,65 5.30%
Manaus, AM 44 1.319,98 1.371,14 1.935,00 6,23 6.90%
Formosa do Rio Preto, BA 44 1.373,54 1.426,78 2.013,51 6,49 5.50%
São Desiderio, BA 44 1.350,95 1.403,31 1.980,39 6,38 5.60%
Comodoro, MT 44 1.591,77 1.653,46 2.333,41 7,52 5.90%
Campo Verde, MT 44 1.717,98 1.784,57 2.518,43 8,11 4.90%
Luís Eduardo Magalhaes, BA 44 1.419,65 1.474,67 2.081,09 6,70 7.40%
Ipiranga do Norte, MT 44 1.925,38 2.000,00 2.822,46 9,09 6.50%
Paranatinga, MT 44 1.732,84 1.800,00 2.540,21 8,18 4.20%
Costa Rica, MS 44 2.518,39 2.616,00 3.691,78 11,89 5.80%

Os valores de piso salarial e porcentagem de dissídio referem-se a média observada em instrumentos coletivos registrados no sistema Mediador do Ministério do Trabalho e Emprego com abrangência na cidade ou na região e que citem a profissão de Colhedor de Algodão. Instrumentos coletivos: Acordos, convenções ou dissídios coletivos.

Empresas que mais contratam Colhedor de Algodão no Brasil

Pisos salariais por setores das empresas
Segmento Piso Média Teto Dissídio 2024 (%)
Cultivo de soja 1.743,53 1.811,10 2.555,88 8.00%
Cultivo de algodão herbáceo 1.966,74 2.042,96 2.883,09 7.50%
Comércio atacadista de soja 1.860,82 1.932,93 2.727,82 5.00%
Atividades de pós-colheita 1.766,69 1.835,16 2.589,83 5.50%
Preparação e fiação de fibras de algodão 1.721,98 1.788,72 2.524,30 4.20%
Fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros 1.319,98 1.371,14 1.935,00 7.40%
Atividades de apoio à agricultura não especificadas anteriormente 2.451,87 2.546,90 3.594,26 6.10%
Cultivo de arroz 1.622,73 1.685,63 2.378,81 8.30%
Criação de bovinos, exceto para corte e leite 1.653,03 1.717,10 2.423,22 4.60%
Cultivo de outros cereais 1.973,51 2.050,00 2.893,02 5.40%
Comércio varejista de madeira e artefatos 1.732,84 1.800,00 2.540,21 5.30%
Criação de bovinos para corte 2.185,95 2.270,67 3.204,43 7.90%
Cultivo de laranja 1.453,66 1.510,00 2.130,96 6.30%
Criação de bovinos para leite 1.270,75 1.320,00 1.862,82 6.10%
Cultivo de eucalipto 1.668,66 1.733,33 2.446,13 4.20%
Produção de sementes certificadas, exceto de forrageiras para pasto 1.333,57 1.385,26 1.954,92 4.20%
Atividades associativas não especificadas anteriormente 1.492,85 1.550,71 2.188,41 6.40%
Fabricação de alimentos para animais 1.401,68 1.456,00 2.054,75 4.60%
Condomínios prediais 1.343,91 1.396,00 1.970,08 5.30%
Criação de suínos 1.925,38 2.000,00 2.822,46 5.70%
Fonte: Contratações formais indicadas pelas empresas ao sistema Novo CAGED e convenções coletivas patronais.