O dissídio de Parceiro do Bicho-da-seda 2026 já saiu. Veja aqui o salário mínimo, piso salarial e salário médio em todos os estados, capitais e principais cidades brasileiras de acordo com a convenção coletiva, acordo coletivo ou dissídio do sindicato de profissionais registrados em carteira com o CBO 623420 no cargo de Parceiro do Bicho-da-seda.
Estado com maior salário médio
Paraná
R$ 1.873,26
(últimos 12 meses)Estado que mais contrata
São Paulo
277 admissões
(últimos 12 meses)Cidade com maior salário médio
Bastos - SP
R$ 1.689,74
(últimos 12 meses)Cidade que mais contrata
Piracicaba - SP
112 admissões
(últimos 12 meses)Setor com maior salário médio
Criação de Outros Animais
R$ 1.713,63
(últimos 12 meses)Setor com mais contratações
Preparação e Fiação de Fibras Têxteis Naturais
208 admissões
(últimos 12 meses)Descrição sumária do cargo
O colaborador no cargo de Parceiro do Bicho-da-seda trabalha na criação de bichos-da-seda, acompanhando acasalamentos, verificando posturas e colocando ovos em incubadora, para eclosão das lagartas, fornecendo ramas - de seu plantio de amoreiras - para alimentação de lagartas, retirando lagartas doentes e evitando ataques de predadores, remanejando lagartas para “bosques”, onde tecem seus casulos, e fazendo coleta, triagem e classificação dos casulos Acondiciona produtos, fazendo sua expedição para comercialização.
Pode trabalhar apenas com criação das matrizes – em especial as geneticamente melhoradas -, para reprodução Realiza pequenos reparos em instalações, máquinas e equipamentos Cumpre legislação, normas técnicas, normas de biossegurança e vigilância sanitária e normas regulamentadoras de saúde e segurança no trabalho e de preservação ambiental.
O que faz um Parceiro do Bicho-da-seda
O Parceiro do Bicho-da-seda prepara locais para cultivo de amoreiras e para criação de bichos-da-seda, distantes de áreas onde são usados agrotóxicos Seleciona materiais, equipamentos, implementos e utensílios.
Prepara as vestimentas de trabalho.
Realiza o plantio de amoreiras - principalmente da espécie amoreira branca -, que fornecem as folhas para alimentação de bichos-da-seda Coleta amostra de solo para análise e corrige o solo para o cultivo.
Prepara o solo e o plantio das mudas, usando adubo orgânico, que promove aumento na produção de folhas Efetua os tratos culturais.
Prepara transporte de ramas de amoreiras.
Executa o manejo reprodutivo de bichos-da-seda, inclusive com matrizes geneticamente melhoradas Acompanha acasalamentos e, em seguida, distribui as fêmeas em bandejas, sobre telas de algodão cru, para realizarem as posturas.
Coleta amostra dos ovos de cada bandeja, para análise em microscópio, e elimina todos os ovos da bandeja em que foi detectada alguma doença.
Coloca os ovos saudáveis em incubadora, para facilitar a eclosão simultânea das lagartas Pode receber lagartas com fases iniciais de criação realizadas por indústria, para assumir as fases seguintes Transfere as lagartas da incubadora para esteiras, conhecidas como “camas de criação”.
Fornece as ramas de amoreiras, recolhidas todos os dias, para alimentação das lagartas Coloca as folhas sobre as lagartas, nas camas de criação Controla o desenvolvimento das lagartas, enquanto se alimentam das folhas.
Observa diariamente as lagartas, para a constatação de doenças, causadas normalmente por vírus, fungos, bactérias e protozoários Retira, da cama de criação, as lagartas doentes e aplica produtos desinfetantes sobre as restantes.
Identifica e combate presença de insetos – como formigas, abelhas e moscas do bicho-da-seda – e outros animais - tais como ratos e cobras, para evitar ataques às lagartas Verifica o momento em que as lagartas se tornam maduras, deixando de se alimentar Remaneja as lagartas para os chamados “bosques”, estruturas com divisórias, em que cada lagarta vai formar seu casulo em um espaço próprio.
Observa as estruturas de criação, controlando a ambiência (luminosidade, umidade e temperatura) Coleta os casulos, manualmente ou com garfos apropriados Coloca os casulos em máquina peladeira, para limpeza.
Controla a qualidade dos casulos, realizando processo de triagem Realiza pesagem, classificação, acondicionamento e transporte dos casulos, conforme normas técnicas e normas de sanidade Pode trabalhar apenas com criação das matrizes – em especial as geneticamente melhoradas -, para reprodução.
Controla o tecimento dos casulos, dentro dos quais ocorre a transformação da lagarta em crisálida, adquirindo asas e aparelho reprodutor Faz a sexagem das crisálidas Acondiciona produtos, fazendo sua expedição para área ou responsável pela comercialização Atua com recursos manuais, semimecanizados e mecanizados - com uso, inclusive, de sistemas automatizados -, tais como implementos agrícolas mecanizados para o trato cultural da amoreira, e sistemas de ventilação e de controle de temperatura, luminosidade e umidade automatizados Providencia limpeza, higienização e desinfecção das áreas construídas e dos equipamentos.
Mantém instrumentos de trabalho limpos, desinfetados e organizados Realiza pequenos reparos em instalações, máquinas e equipamentos Executa práticas – como proteção de nascentes da propriedade - para mitigação de danos ambientais Zela pela segurança no trabalho, prevenindo acidentes e usando equipamentos de proteção individual e vestimenta adequada.
Funções do Parceiro do Bicho-da-seda
O profissional Parceiro do Bicho-da-seda deve preparar materiais de trabalho, controlar pragas e doenças, extrair produtos de animais e insetos Úteis, preparar instalações, classificar animais e insetos Úteis e seus produtos, providenciar alimentação para animais e insetos Úteis, manejar animais e insetos Úteis, demonstrar competências pessoais.
Condições de trabalho da profissão
Trabalhadores na criação de insetos e animais úteis rabalham em associações, cooperativas e propriedades rurais que desenvolvem apicultura, minhocultura, sericultura e criatórios de animais venenosos. São assalariados ou porcenteiros, que trabalham sob supervisão. A maioria dos trabalhadores em serpentário é encontrada em instituições públicas, criadoras de animais, com o objetivo principal de extrair veneno para produção de soros. Podem trabalhar em locais abertos ou fechados, nos horários diurnos e, às vezes, irregulares. Algumas atividades são exercidas em alturas e em posições desconfortáveis, com exposição a material tóxico, fumaça e contato com animais e insetos perigosos.
Exigências do mercado de trabalho para a profissão
O exercício profissional requer, no mínimo, quarta série do ensino fundamental e curso profissionalizante de aproximadamente duzentas horas-aula. Os que atuam em parceria geralmente têm escolaridade e qualificação elevada. O pleno desempenho das atividades ocorre após um ou dois anos de experiência.
Atividades exercidas por um Parceiro do Bicho-da-seda
Um Parceiro do Bicho-da-seda deve agir com prudência, identificar estágio de desenvolvimento das lagartas, monitorar encasulamento, coletar amostra de solo para análise, preparar vestimentas de trabalho, desinfetar utensílios e vestimentas de trabalho, arar solo para cultivo das amoreiras, localizar focos de predadores, pelar casulos, concentrar-se, medicar animais e insetos úteis, trabalhar em equipe, distribuir lagartas nas camas de criação, preparar transporte de ramas de amoreiras, adubar amoreiras, podar amoreiras, amolar instrumentos de trabalho (enxada, foice para cortar amoreira etc.), controlar temperatura de criatório, repor substâncias no pé-de-lúvio, queimar resíduos do ciclo anterior, controlar umidade de criatório, aplicar cal nas camas de criação do bicho-da-seda, lubrificar equipamentos, cortar ramas de amoreiras, conferir maturação do mel, crisálida e húmus, eliminar predadores e ectoparasitas, desmontar bosques, limpar local de instalação da criação, plantar amoreiras, corrigir solo para cultivo das amoreiras, empregar medidas de segurança individual, recepcionar animais e insetos úteis, descartar lagartas mortas e não encasuladas, montar bosques, desinfetar bosque e barracão do bicho-da-seda, selecionar utensílios (formão, pinça etc.), controlar alimentação de animais e insetos úteis, retirar casulos das cartelas ou bosques de plástico, reagir frente ao perigo, posicionar bosques para encasulamento, separar anafalha, realizar pequenos reparos em instalações e equipamentos, acondicionar produtos, capinar plantação de amoreiras, retirar restos de alimentação, classificar casulos segundo qualidade, substituir materiais danificados, controlar ventilação de criatório, dar provas de destreza manual, armazenar ramas de amoreiras, identificar doenças.
Aumento do piso salarial e reajuste 2026 da categoria
O reajuste salarial 2026 para Parceiro do Bicho-da-seda ficou em 5.10%, obedecendo os índices de inflação do INPC - Índice Nacional de Preços ao Consumidor no período de um ano, esse é o critério para estipular o piso salarial 2026 e o início das negociações salariais entre o sindicato dos trabalhadores no cargo de Parceiro do Bicho-da-seda e os sindicatos patronais.
Em algumas localidades houve aumento real do salário, ou seja, acima do índice de correção salarial e acima até mesmo do reajuste médio da categoria dos Trabalhadores na criação de insetos e animais úteis que ficou em 5.10% para 2026.
Uma observação importante é que nem sempre o aumento salarial do Parceiro do Bicho-da-seda em 2026 está atrelado a acordos e convenções coletivas, o salário base pode ser estipulado de acordo com o salário mínimo 2026 ou o piso salarial mínimo regional se houver.
Reajuste e valor do vale refeição 2026
O reajuste médio do vale refeição 2026 para Parceiro do Bicho-da-seda ficou em 5.60% de acordo com acordos coletivos, convenções coletivas e dissídios registrados no Sistema de Negociações Coletivas de Trabalho do SRT - Subsecretaria de Relações do Trabalho.
Com isso o valor médio do vale refeição para 2026 observado em instrumentos coletivos de todo Brasil ficou em R$ 19,00 por dia efetivamente trabalhado.
Como é feito o cálculo dos reajustes e pisos salariais dos Trabalhadores na criação de insetos e animais úteis 2026
O salário de Parceiro do Bicho-da-seda mostrado aqui é resultado do levantamento de 388 salários em admissões de empresas de todo o Brasil em 2026, além de dissídios, convenções e acordos coletivos da categoria em sindicatos nacionais ou regionais de Trabalhadores na criação de insetos e animais úteis que foram registrados no sistema Mediador da Secretaria da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, que registra os instrumentos coletivos.
Encontre o seu estado logo abaixo e saiba quanto ganha um Parceiro do Bicho-da-seda com salários atualizados em 2026. A ordem dos salários obedece a sigla dos estados em ordem alfabética. Confira:
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