O dissídio de Borracheiro – na Extração de Látex 2026 já saiu. Veja aqui o salário mínimo, piso salarial e salário médio em todos os estados, capitais e principais cidades brasileiras de acordo com a convenção coletiva, acordo coletivo ou dissídio do sindicato de profissionais registrados em carteira com o CBO 632205 no cargo de Borracheiro – na Extração de Látex.

Estado com maior salário médio

São Paulo

R$ 1.814,38

(últimos 12 meses)

Estado que mais contrata

Goiás

1.246 admissões

(últimos 12 meses)

Cidade com maior salário médio

Araguaçu - TO

R$ 1.445,00

(últimos 12 meses)

Cidade que mais contrata

Palmeirópolis - TO

249 admissões

(últimos 12 meses)

Setor com maior salário médio

Cultivo de Cana-De-Açúcar

R$ 1.952,50

(últimos 12 meses)

Setor com mais contratações

Cultivo de Seringueira

1.412 admissões

(últimos 12 meses)

Descrição sumária do cargo

O colaborador no cargo de Seringueiro realiza – em seringais nativos e plantados – a colheita florestal de látex, para fabricação da borracha natural utilizada por indústrias, tais como as que produzem pneus e brinquedos Executa a extração do látex por meio de incisões na casca da seringueira (processo de sangria).

Quando o produto a ser comercializado for o látex, faz sua conservação no estado líquido, acrescentando anticoagulante Se a produção for de borracha coagulada, aplica gotas da solução de ácido acético (ou outro coagulante) no látex extraído e prensa a borracha Pode participar do cultivo de floresta de seringueiras, preparando solo, executando o plantio das mudas produzidas em viveiros e executando tratos culturais.

Pode fazer a venda da produção Cumpre legislação e normas regulamentadoras de saúde e segurança no trabalho, de prevenção contra incêndios e de preservação ambiental

O que faz um Borracheiro - na Extração de Látex

O Seringueiro programa a colheita florestal de látex de seringais nativos e plantados Localiza seringais nativos para atividade extrativa de látex em áreas da Amazônia.

Pode atuar em Reservas Extrativistas, áreas criadas pela legislação federal para assegurar o uso sustentável dos recursos naturais por populações extrativistas tradicionais.

Realiza colheita em seringais plantados, na Amazônia (principalmente no estado do Acre) e em outras regiões do país (nos estados de São Paulo, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, entre outros) Pode participar do plantio de floresta de seringueiras, associado à prática extrativista.

Prepara o terreno, capinando áreas e alinhando solo para plantio Efetua abertura de covas para o plantio das mudas, podendo fazer o aproveitamento dos espaços entre as plantas para consórcio temporário com culturas de ciclo curto - como milho, arroz e feijão - e sistemas de consórcio com culturas perenes, tais como cafeeiro, cacaueiro e pimenteira-do-reino.

Executa o plantio das mudas produzidas em viveiros, colocando camada de matéria orgânica morta em torno de cada muda.

Realiza tratos culturais, fazendo manejo de plantas daninhas, adubação, desbrota e indução para formação da copa Efetua tratamento contra fungos e doenças – tais como mal-das-folhas-da-seringueira, antracnose-das-folhas e crosta-negra - e faz combate às pragas do cultivo, como lagartas, formigas-cortadeiras e percevejo-de-renda.

Inicia o processo de extração do látex (sangria) entre seis e oito anos após o plantio das seringueiras.

Começa o processo de coleta de látex, em área de seringal nativo ou plantado, com a medição e o registro da CAP-Circunferência à Altura do Peito (a 1,30m a partir do solo) de cada seringueira Marca as árvores com, no mínimo, 45 cm de circunferência, para realização da coleta Atualiza o mapa de registros anualmente.

Como o calor faz com que o látex coagule mais rapidamente, inicia o trabalho de sangria cedo, no período mais fresco do dia, para não haver diminuição da produção Retira uma pequena quantidade da casca, em um corte inclinado, para escoamento da seiva, que escorre na direção de pequeno recipiente (com forma de tigela), fixado - com suporte feito de arame de mola - no tronco da árvore Durante a extração do látex, toma cuidado com a profundidade da sangria, não atingindo a camada interna da casca, para possibilitar a regeneração da seringueira.

Recolhe, entre três e quatro horas após o término da sangria da última árvore, o látex contido nos recipientes Quando a produção a ser comercializada for de látex, faz sua conservação no estado líquido, acrescentando anticoagulante.

Se a produção for de borracha coagulada (tipo cernambi virgem a granel), aplica algumas gotas da solução de ácido acético (ou outro coagulante) em cada recipiente com látex extraído e prensa a borracha, para ter controle da qualidade e da quantidade produzida Verifica a qualidade da borracha por inspeção visual, observando limpeza, cor, homogeneidade e defeitos Faz o transporte da produção até o pátio de armazenamento.

Pode comercializar a produção, vendendo para cooperativas ou diretamente para clientes Conserva a limpeza e a organização dos locais de trabalho Mantém ferramentas, utensílios e instrumentos de trabalho limpos, organizados, acondicionados e em plenas condições de uso.

Zela pelo uso sustentável dos recursos naturais, especialmente quando atua em Reserva Extrativista, unidade de conservação integrante do SNUC-Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza Trabalha com segurança, usando equipamentos de proteção individual e prevenindo acidentes Pode prestar primeiros socorros.

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Funções do Seringueiro

O profissional Borracheiro - na Extração de Látex deve processar material de extração, preparar extração de gomas e resinas, manejar Área de extração, extrair gomas elásticas, não elásticas e resinas, organizar produtos de extração para comercialização, confeccionar instrumentos de trabalho, transportar matéria-prima e produtos, demonstrar competências pessoais.

Condições de trabalho da profissão

Extrativistas florestais de espécies produtoras de gomas e resinas trabalham na extração de gomas e resinas, predominantemente em florestas da região amazônica, realizando o trabalho por conta prória, organizados em associações e cooperativas. Trabalham individualmente, sem supervisão, a céu aberto, durante o dia. Permanecem em posições desconfortáveis por longos períodos, realizando diversas atividades em grandes alturas (árvores). Estão expostos aos ataques de animais e insetos silvestres.

Exigências do mercado de trabalho para a profissão

A qualificação para essas ocupações é obtida tacitamente no exercício do trabalho. O desempenho pleno das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência.

Atividades exercidas por um Seringueiro

Um Seringueiro deve confeccionar botas e perneiras, plantar sementes e mudas de árvores, conduzir animais com carregamento de gomas e resinas, confeccionar sacos e paneiros, aceirar áreas de extração, solicitar licença para extração em áreas de preservação, trilhar área de extração, construir fumaceiras, cortar tecidos, subir em árvores, manufaturar fôrmas de peças de gomas, carregar e descarregar matéria-prima e produtos em animais e veículos, talhar peças de gomas, selecionar mudas, transportar matéria-prima e produtos nas costas, pesquisar preços de mercado, demonstrar coragem, demonstrar resistência física, alinhar solo para plantio, chanfrar troncos de árvores, suportar isolamento em matas e florestas, negociar preços de produtos, adubar mudas de árvores, sangrar seringueiras, providenciar combustível para defumação, providenciar ingredientes de coalho, pintar peças de gomas, preparar suprimentos para época de extração, apresentar acuidade visual de perto, coalhar leite, capinar áreas de plantação, resistir a variações climáticas, identificar arvores de extração, medir diâmetro de troncos de árvores, colocar leite em fôrmas, confeccionar porongas, confeccionar cabritas e facas de seringa, parafusar peças, suportar fortes odores, ferver leite, confeccionar baldes e tigelas, posicionar bicas e tigelas em troncos de árvores, expor peças de artesanato, costurar peças de gomas, conduzir veículos com carregamento de gomas e resinas, cortar palha, madeira e cipós, defumar leite, pesar produtos de extração, defender-se de animais silvestres, encher baldes e sacos com leite e resina, guardar materiais de extração em fumaceiras e tapiris, amolar ferramentas, aquecer pedaços de ferro, aparar peças de gomas, riscar palha, abrir covas, selecionar árvores para extração, manifestar sensibilidade a natureza, confeccionar bicas e raspadeiras, empilhar pranchas de gomas, moldar peças de madeira, erro e tecido, conduzir embarcações com carregamento de gomas e resinas, podar árvores, calçar botas, perneiras e esporas, construir tapiris, raspar cascas de árvores, prensar coalhada, secar coalhada, demonstrar habilidade motora fina, amarrar escadas e mutás em seringueiras, confeccionar mutás e escadas, demonstrar capacidade para trabalho em alturas elevadas, comprar suprimentos e materiais de extração, abrir palha, confeccionar jiraus, lavar coalhada, ensacar matéria-prima e gomas, cortar cascas de árvores, pregar sacos e latas em árvores, incentivar participação em associações, amarrar pilhas de gomas, confeccionar bunhão, prevenir-se de doenças e picadas de insetos, consertar instrumentos de trabalho, modelar peças de gomas em calor, coar leite.

Aumento do piso salarial e reajuste 2026 da categoria

O reajuste salarial 2026 para Borracheiro – na Extração de Látex ficou em 5.90%, obedecendo os índices de inflação do INPC - Índice Nacional de Preços ao Consumidor no período de um ano, esse é o critério para estipular o piso salarial 2026 e o início das negociações salariais entre o sindicato dos trabalhadores no cargo de Borracheiro – na Extração de Látex e os sindicatos patronais.

Em algumas localidades houve aumento real do salário, ou seja, acima do índice de correção salarial e acima até mesmo do reajuste médio da categoria dos Extrativistas florestais de espécies produtoras de gomas e resinas que ficou em 5.90% para 2026.

Uma observação importante é que nem sempre o aumento salarial do Borracheiro – na Extração de Látex em 2026 está atrelado a acordos e convenções coletivas, o salário base pode ser estipulado de acordo com o salário mínimo 2026 ou o piso salarial mínimo regional se houver.

Reajuste e valor do vale refeição 2026

O reajuste médio do vale refeição 2026 para Borracheiro – na Extração de Látex ficou em 5.00% de acordo com acordos coletivos, convenções coletivas e dissídios registrados no Sistema de Negociações Coletivas de Trabalho do SRT - Subsecretaria de Relações do Trabalho.

Com isso o valor médio do vale refeição para 2026 observado em instrumentos coletivos de todo Brasil ficou em R$ 18,00 por dia efetivamente trabalhado.

Como é feito o cálculo dos reajustes e pisos salariais dos Extrativistas florestais de espécies produtoras de gomas e resinas 2026

O salário de Borracheiro – na Extração de Látex mostrado aqui é resultado do levantamento de 2.029 salários em admissões de empresas de todo o Brasil em 2026, além de dissídios, convenções e acordos coletivos da categoria em sindicatos nacionais ou regionais de Extrativistas florestais de espécies produtoras de gomas e resinas que foram registrados no sistema Mediador da Secretaria da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, que registra os instrumentos coletivos.

Encontre o seu estado logo abaixo e saiba quanto ganha um Borracheiro – na Extração de Látex com salários atualizados em 2026. A ordem dos salários obedece a sigla dos estados em ordem alfabética. Confira:

Dissídio salarrial de Borracheiro - na Extração de Látex CBO 632205 salário